Freud dizia que o encontro com o objeto é sempre um reencontro.

Desde o início da vida, nossa experiência de amor nasce no laço com quem nos alimenta, nos embala, nos olha.                                                 O seio que nutre o bebê é também fonte de satisfação, de calma e de presença. Ali, algo do amor se inaugura e se grava.




Mais tarde, quando amamos, buscamos algo dessa sensação de plenitude que um dia conhecemos.                                                             

É como se procurássemos, no encontro com o outro, o eco de uma sensação antiga.

Nossos amores carregam rastros da primeira experiência de ser amado. Não amamos do zero.

Amamos com o corpo e com a memória afetiva de quem um dia foi criança e aprendeu, na relação com o outro, o que é ser desejado, acolhido, frustrado.
Por isso, todo amor é também uma lembrança e todo encontro amoroso é sempre um reencontro.


Por Psicóloga e psicanalista Roberta Oliveira